Sobre o Dia das Mulheres

1904093_1531506553778319_1277359828944772021_nHoje eu acordei, peguei o ônibus e segui meu destino, como em qualquer outro dia da vida.
A data registrada, 8 de março, passaria despercebida por mim, porque na última semana eu senti medo ao andar nas ruas por mais de uma vez.

Na última semana, enquanto eu caminhava para o trabalho, ouvi um homem – que deve ser desses que acredita que feminismo é besteira – passar por mim e dizer em alto e bom tom “chupa tudo”. De tudo, amigos, não sei o que foi pior: se foi o medo que senti ou se foi o fato de eu ter ficado sem reação.
Baixei a cabeça, acelerei o passo e disse pra mim mesma que “não foi nada” tantas vezes que até acreditei.

Ontem, voltando pra casa às 22h, me vi com a chave enrolada em uma das mãos, como se fosse uma soqueira. Na outra, uma garrafa vazia. Armas improvisadas por um medo que não deveria existir.
Agradeço à rosa que ganhei dos amigos; agradeço aos parabéns e aos elogios que ganhei de quem me respeita.

Mas o que eu queria mesmo nesse Dia das Mulheres era não sentir medo

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